Quadrinhos

Na série “QUADRINHOS QUE GOSTARÍAMOS DE VER NO BRASIL”, Simon Hardy é um jornalista que tentará impedir o começo da Terceira Guerra Mundial

Escrito por PH

ONU matNa série “QUADRINHOS QUE GOSTARÍAMOS DE VER NO BRASIL”, apresento “Une Aventure de Simon Hardy: Mission ONU” Trata-se daquele tipo de álbum que sonho em ver nas livrarias brasileiras, como tantos outros que nunca dão as caras por aqui. Embora não o tenha lido, pois é muito recente, consegui um resumo da HQ no site bdnet.com, onde também obtive as imagens que mostro na matéria. Traduzindo o que conferi, em 1961, um Boeing trazendo militares e civis americanos é abatido por um avião MIG de fabricação soviética, nos céus de Chabahar, um estado ao sul do Iran. Os Estados Unidos acusam a jovem república de estar por traz dos atentados. Com o objetivo de achar uma solução para a grave crise, inspetores da ONU são enviados à região para fazer uma investigação e poderão ser alvo de uma misteriosa organização criminosa. Ao mesmo tempo, Simon Hardy é um repórter belga do Jornal L’Allumette que parte de Bruxelas, sem muita experiência no ramo, para cair bem no meio do conflito. Ironicamente, Simon acabará sendo uma figura decisiva na tentativa de impedir o início da Terceira Guerra Mundial. O desenhista desta incrível aventura Ligne Claire é de Frank Leclerq, contando com o roteiro de Fréderic Brrémaud. O álbum saiu no dia 3 de outubro de 2013, pelas edições Clair de Lune, apresentando formato 22,5 x 31,6 cm, capa dura, 48 páginas e preço de 14,00 €. Para quem não sabe, a Ligne Claire é um jeito de desenhar HQs que foi muito popularizado por Hergé, o criador de Tintin, embora não tenha sido inventada por ele. Os primórdios do estilo remontam à Bécassine, personagem feminina que foi idealizada, por Jacqueline Rivière e Joseph Pinchon, em 1905. Normalmente, os artistas franceses, belgas e espanhóis que acompanham este movimento da Nona Arte preferem seguir dois caminhos muito próximos para realizar suas pranchas. Alguns optam por reproduzir o visual gráfico de Tintin, enquanto outros se inspiram nos ensinamentos de Edgar Pierre Jacobs, o pai dos heróis Blake e Mortimer e ex-assistente de Hergé. Há ainda os que escolhem uma mistura dos dois  e aqueles que fazem algo distinto. Basicamente, os elementos constantes em HQs deste tipo são: cores chapadas, emprego de traços simples nas fisionomias dos personagens, esmero no desenho de carros, prédios e mobiliário e predileção por situar as histórias nos anos 1950. Este último aspecto citado não é uma regra, podendo haver histórias que se passem em outras décadas e até nos dias de hoje ou futuro. Frank Leclerq, o desenhista desta obra, não é exatamente um artista de apenas um tipo de traço, tendo um trabalho bastante diversificado. Leclerq nasceu em Liège, na Bélgica, e ficou conhecido por ter participado das séries: Agatha Cristie, Biggles e Bob Morane. Em “Une Aventure de Simon Hardy: Mission ONU”, Leclerq segue a tradicional receita de bolo do da Ligne Claire, flertando mais com a maneira Jacobs de fazer quadrinhos, sem copiá-lo ou tornar-se repetitivo.

Por PH.

                                                  Imagens e parte do texto obtidos em www.bdnet.com

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Sobre o Autor

PH

É ex-locutor do TOP TV da Record e radialista. Também produz a série Caçador de Coleções e coleciona HQs europeias, nacionais e quadrinhos underground

1 Comentário

  • Nossaaa… MUITO legal!
    Realmente é muito importante esse trabalho do site!
    Adorei to doida por ele!! Too seguindo!

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